segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O problema da falta de fraternidade é como um tapa no rosto, não é ele que dói, mas a dor na alma e a barafunda na mente que ele deixa

Começo a ter medo dos outros, já não sei mais onde o ser humano é capaz de chegar para atender sua individualidade. Coletividade e fraternidade, certamente, não devem ser deste mundo ou, ao menos, deste planeta. Se existem, habitam lá pelas bandas de Marte, Plutão ou quem sabe em Saturno!
Há uma frase de Millôr Fernades que diz: “Sim, irmão, o dinheiro não é tudo. Mas o que é que é tudo?” Acho que estou assim tão perdido, tentando entender esse tudo. Alguém já descobriu esse tudo?
Diariamente, vejo pessoas prejudicarem umas as outras pelo simples fato de prejudicar, outras por possuírem segundas intenções. Na verdade, isso é triste, pois são seres que olham para dentro de si e não encontram nada, e talvez isso justifique suas ações maldosas.  Há outras ainda bem piores, que dizem ou pelos menos são esclarecidas nos conceitos de fraternidade e coletividade, e mesmo assim preocupam-se apenas com seu umbigo ou com uma pequena seletividade, digna de um pensamento burguês nojento, e que não sabem a delicia de se preocupar com o próximo.
Drummond colocou em suas belas palavras que ninguém é igual a ninguém e todo o ser humano é um estranho ímpar. Mas infelizmente, paramos no número que por natureza é ímpar, viva o egoísmo e o falso moralismo.
Às vezes, tenho a impressão que a vida virou um teatro, um espetáculo premeditado para ações e situações planejadas inconscientemente, isso mesmo, arquitetada no recesso de nossas mentes por sermos condicionados socialmente.

         Certos estão aqueles que vivem na concepção de esperar nada do próximo, pois realmente vivemos tempos sombrios nas relações...Ultimamente, creio somente na felicidade da minha cachorra ao ver-me chegar em casa, afinal os animais tem muito a nos ensinar. Vamos observar a natureza, os seus diferentes reinos, pois ali desconfio estar à verdadeira lição para humanização do homem que se julga superior, somente por sua racionalidade. 

domingo, 16 de agosto de 2015

O Brasil esqueceu a si e só se lembra da figura autoridade

Multidões se reúnem em diversas partes do país, mudando seu discurso de impeachment para uma renúncia forçada  da Presidente. Nesse jogo, a unanimidade já não existe mais, defender ponto de vista parece coisa de louco.
                Homens e Mulheres, adultos e crianças, mas fico a pensar se muitos do que ali estão gritando, exercendo seu direito de democracia, se realmente possuem noção do que pleiteiam. Será que leem jornais e revistas? Será que saberiam me dizer ao menos três nomes de Ministros?
                Obviamente, é um show televisivo digno de audiência, ainda mais quando vejo adesivos um tanto quanto tendenciosos publicados por outros partidários. Pare, pense e responda: golpe ou manipulação?
                Tenta-se a todo custo acordar o gigante, mas empreendem-se esforços somente em momento coniventes. A revolução só se obtém com dedicação em período integral, tendo como característica a inovação e o interesse crescente, nada mais que o engajamento para mudança.
                No entanto, o que vejo é um esquecimento do Brasil, da nação, pelo seus próprios nativos, virando-se a atenção para Brasília, como se não tivéssemos outro problemas.
                Você viu algum movimento para combater a fome, a violência, entre outras coisas, que na verdade bastariam pequenos atos, mas exigiria sobretudo dedicação minha e tua nas pequenas coisas do nosso cotidiano.
                 É fato que os movimentos que estamos vivenciando  justificam-se por acontecimentos que desagradam a nós, mas não me parece certo focarmos Brasília e esquecermos o país.
                Shakespeare dizia:
“Não, Tempo, não zombarás de minhas mudanças!
As pirâmides que novamente construíste
Não me parecem novas, nem estranhas;
Apenas as mesmas com novas vestimentas.”


Vamos para de copiar coisas do passado ou de outros países, vamos analisar nossa realidade e dedicarmo-nos a uma luta, a uma revolução focada no que queremos. Vamos olhar para o Brasil, para os seus rincões, para os seus interiores! 

sábado, 15 de agosto de 2015

Aprendamos a gostar da chuva para nos regozijar com o arco-íris!

Ainda são 22h30 de sábado e eu relendo as notícias do dia, afinal hoje o dia foi bastante cansativo, porém proveitoso. 
Acabo de abrir o site da Folha, e descubro que um artista Plástico irá leiloar uma de suas peças para revitalizar uma das mais antigas moradoras de São Paulo, afinal são quase 200 anos no mesmo endereço, presenciando fatos históricos e personagens ilustres.  Na verdade, você deve estar achando que sou louco, mas não, tenho certeza que não!
O designer Hugo França leiloará uma de suas peças para revitalizar a Figueira das lágrimas, ponto importantíssimo na zona sul de São Paulo. Diante disso, fico-me a questionar quantas vezes no dia nos preocupamos com próximo, e mais ainda com a Natureza.
Nesse instante, lembro-me da frase Quintana: “ O segredo é não correr atrás das borboletas... É cuidar do jardim para que elas venham até você”. Esse trecho é tão curto, porém tão verdadeiro quer no sentido abstrato, existente somente nas profundezas da minha mente, assim como na acepção concreta que é tão exata como eu e você no mundo.
Certamente, isso é um exercício do coração, muito mais do que da cabecinha limitada humana, é a aquela coisa que age lá dentro de alguém e não nos damos conta da satisfação do ato.
Sabe, caro leitor, gostaria que pelo menos 1 vez ao dia, todas as pessoas tivessem esse exercício inconsciente do coração, sem que seu cérebro desconfiasse do gozo da satisfação....Lembra daquela coisa de a mão direita não saber o que faz a esquerda, acho que é bem assim.

Como diria o mago, aquele do Diário de uma mago, Paulo Coelho, “Quem deseja ver o arco-íris, precisa aprender a gostar da chuva”. 

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Divagando sobre a música " O Papa é pop"

Hoje, venho aqui divagar um pouco sobre a música “ O Papa é pop”, lançada em 1990, confirmando, ao meu ver, a genialidade das letras dos Engenheiros do Hawaii.
Certamente, a letra da canção faz alusão ao contexto social em que surgiu, lembrando que é nesse momento que vivemos uma consolidação da democracia e da globalização, o qual envolveu a  sociedade num movimento consumista desenfreado.
Ao analisarmos o próprio título da música, entre outras vertentes de análise da mesma,  a profanação do sagrado, sintetizando a ideia da popularização e da globalização. Além disso, de um ponto de vista estilístico, acreditamos que seu autor conseguiu também concretizar essa ideia fazendo uso da aliteração, que certamente trouxe um aspecto importante ao título.
Logo na primeira  estrofe da canção, detecta-se a superficialidade das ideias referindo-se ao consumismo e a uma cultura pop efêmera. Nota-se uma crítica as atitudes modistas e populares que pouco vem a acrescentar aos seus consumidores. Interessante também observar uso de pronomes indefinidos que vem corroborar com o intuito da crítica da música.
Ainda podemos perceber na letra da canção o empobrecimento do “signo” e o distanciamento do ser humano do ato de “ sentir”. Nesse contexto, valendo-se de ressignficações, vê se implícito  a construção de novos significados para coisas tão importantes e que ao mesmo tempo se esvazia no contexto pop.
Por fim, vejamos que o próprio atentando ao Papa, que obviamente a música traz de forma explicita, ou mais concreta em suas frases, mas que aponta bem para a mensagem da música, pois ato violento contra a figura santa tornou-se secundário, sobressaindo o ibope o quanto aquilo valeria para o consumidor, tendo uma banalização do ato, e consequentemente chegando a nossa ideia central de que a música faz um crítica clara ao esvaziamento dos significados para sobressair o instante, inclusive agora me lembrei do programa “ Aqui e agora”, que por ironia, se alguém se recordar, entenderá a mensagem da canção.

Por fim, afirmamos que muitas outras coisas podem ser analisadas na música “ O Papa é pop”, mas encerramos as nossas aqui, e deixamos para você, amigo leitor, se deliciar com o que mais você descobriria ao estudar sua letra.

domingo, 9 de agosto de 2015

Biblioteca Nacional abre exposição em homenagem aos 450 anos do Rio De Janeiro

A Bilbioteca Nacional, localizada no Rio de Janeiro, com a curadoria de Marco Lucchesi, realiza exposição em homenagem aos 450 anos da cidade maravilhosa.
A mostra está dividida em quatro partes: “A Dialética do Tempo”, “A Grande Transformação”, “O Jogo de Cartas” e “A Obra Aberta”.
O evento acontece no espaço Cultural Eliseu Visconti, de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h, e iniciou-se no dia 6 de agosto.
O evento acontece no Espaço Cultural Eliseu Visconti, de terça a sexta, das 10h às 17h, e aos sábados, das 10h às 14h, a partir do dia 6 de agosto.
Maiores informações: https://www.bn.br/


sábado, 8 de agosto de 2015

Você sabe quem foi o primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras?

A Academia Brasileira de Letras (ABL) teve sua sessão inaugural em 20 de julho de 1897, entretanto sua história começa anos antes, quando Afonso Celso júnior e Medeiros de Albuquerque manifestara-se a favor da criação da mesma em nosso país, embora temos aí um lapso temporal entre Império e República.
                Segundo site oficial da ABL (http://www.academia.org.br), as primeiras notícias sobre sua fundação aconteceu no ano de 1896. Assim, em uma das reuniões preparatórias, Machado de Assis foi indicado como o presidente da mesma.
                Para quem não sabe, a inspiração para criação da mesma veio da Academia Francesa, e podemos dizer, em linhas gerais, que ela tem por desígnio cultual a Língua Portuguesa e sua expressão cultural.

                Por fim, trazemos uma curiosidade ao nosso leitor, a primeira mulher a ocupar uma cadeira na ABL foi Rachel de Queiroz.

domingo, 2 de agosto de 2015

Introdução ao Estruturalismo na teoria da Literatura

Várias são as escolas e concepções teóricas que compõem os estudos da Literatura. Dentre muitos, temos o chamado Estruturalismo que, segundo Heusch (1967), busca analisar o texto literário a partir de princípios universais que administram a utilização da linguagem, permeados pelos elementos que constituem um sistema de significação único ou comum a um grupo, focando-se na estrutura.
            Nessa metodologia ou escola, os conteúdos sociais ou históricos ficam em segundo plano, estabelecendo, segundo seus defensores, um método científico para a análise literária.
            O Estruralismo tem suas bases no pensamento e postulado em Ferdinand de Saussure, que traz acepções estruturalistas ao estudo da linguagem estabelecendo o signo. Entretanto, cabe-nos destacar também as contribuições de Jakobson, sobretudo, das seis funções da linguagem: expressiva, referencial, fática, metalinguística, conotativa e poética.
            De acordo com Altamir Botoso, em seu artigo intitulado " O papel da crítica literário no Estrtuturalismo",   está intimamente relacionada, a noção de análise estrutural, com o estudo imanente das obras, ou seja, o estudo que se encerra numa obra, sem considerar fontes ou motivos. O estruturalismo seria o meio de reconstituir a unidade de uma obra, o seu princípio de coerência, o seu “etymon” espiritual, segundo as considerações do estudioso (principalmente no campo da estilística.


            Pode-se afirmar, de forma geral, que tal abordagem, na área da Literatura, impõe um afastamento de qualquer tema exterior, ou seja, a análise literária não pode ser corrompida com aspectos exteriores que não configurem a obra em si. Logo, constrói-se um olhar desnudo da arte, transformando-a num resultado da linguagem, sendo possível reduzi-la em categorias classificatórias, aproximando-se da metodologia cientifica.