domingo, 19 de maio de 2019

Além do horizonte: presente, passado e futuro



É manhã no pais do carnaval, onde começo minha leitura matinal buscando manter-me informado. Reflexões, ideias, pensamentos vem à mente, então resolvo tomar um café e acender um cigarro, para tentar organizar o turbilhão de sensações que passam a mente, com o objetivo de me situar no contexto. Aliás, situar-se no contexto é o que anda mais difícil neste momento!
Como num passe de mágica, frases e bordões emergem no pensamento, tais como: “o gigante voltou”; “50 anos em 5”; “varre, varre, vassourinha”; “cada mergulho é um flash”; “ ordem e progresso”, “Jamanta não morreu”...
De repente, embora não queira, enxergo que minha amada nação se encontra em crise, trazendo em seu bojo todas as modalidades possíveis para sua concepção semântica que nossa expressão linguística permite.
Se me permitem, vamos parafrasear: Alô, alô, marciano...A crise “tá” virando zona! Cada um por si, todo mundo na lona.
Neste momento, o “eu” se sobrepõe ao “nós”, não respeitando na sintaxe da sociedade a função sintática do pronome, provocando um enunciado ambíguo e incoerente. Nem mesmo a liberdade poética, permite compreender o verso ora escrito nesse país de “verdes matas”.
A nação do futuro, carece de analisar o passado e problematizar e conscientizar o presente, na perspectiva de que a paisagem após a linha do horizonte, seja de frescor e conforto a alma coletiva.

Thiago José Fernandes

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terça-feira, 14 de maio de 2019

Não há Nação sem Educação

Notícias ao vento
Política e seus momentos
Uma realidade paradoxal

Um vendaval ideológico
Num varal de cultura e sociedade
Onde a vaidade vã sobresai

Não falaremos de Cultura
De Saúde
Educação, quem é essa?

Nessa profusão de discórdia
Perde-se a Nação e a Educação
Sem a mínima noção
Que não há nação sem Educação

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Minha mãe é uma peça 2: recorde de público


O filme "Minha mãe é uma peça" supera as expectativas de público, tornando-se um dos filmes nacionais mais visto.
Segundo informações de diversos sites, o " Minha mãe é uma peça 2" já atingiu um público de mais de 6 milhões de espectadores.
Na segunda edição do filme, muitas risadas são garantidas, dona Hermínia continua preocupada com os filhos e tenta conciliar com a carreira de apresentadora.
O filme está em exibição nos melhores cinemas e, ainda, ficará mais um mês em cartaz.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Devaneios modernos

Entre praças, bar, avenidas, apartamentos, casas, fazendas e sítios, encontram-se nossos devaneios do mundo moderno. Não adianta acender um cigarro, tomar uma cerveja, necessitamos bem mais que isso, precisamos de tudo no plural, talvez assim consigamos transcender o tédio que nos invade em certos momentos.
Pessoas sobem, pessoas descem, o fluxo continua, e poucos são os que se abrem ao prazer da vida, da humanidade. Às vezes, sinto que vivemos tempos sombrios, dominados pela tecnologia e por uma cultura de massa que não nos deixa sermos humanos.
Olha o grupinho ali, apenas se conectam via internet, esquecem das companhias um do outro, isolam-se nos pequenos aparelhos coloridos que lhe prometem trazer o mundo, mas não os levam a realidade dele. Certamente, a dualidade invade o copo de cerveja e deixa ser o que for.
O cotidiano vira um refúgio não partidário, sem ideologia, com brigas vazias, discursos polidos sem intenções transformadoras.
Papai, quero um colírio alucinógeno!

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Será que compreendo mal o mundo?

A cada dia me surpreendo com a humanidade, com sua capacidade de viver de aparências e futilidades.  No entanto, no decorrer desse caminho, fico a pensar o quanto é preciso ter fé para continuar a caminhar.
Dizem que as decepções e desilusões são instrumentos divinos para nos ensinar e nos guiar nessa lidas da vida. Mas até quando precisamos nos deparar com esse esvaziamento de humanidade, com essa inflar do ego vazio, de mentes fúteis?
Busco pela resposta a indagação realizada, mas confesso ficar mais frustrado, Estou naquele momento da existência em que palavras para definirem a desilusão com tudo isso já não se mostram suficiente, elas parecem não se encaixarem na frase, na oração, não encontram função sintática para tal. Logo, prefiro sentir, não dizer, e observar o curso da vida.
Sabe, às vezes prefiro encher a cara de álcool, para depois analisar e falar dos inúteis que se acham super, super.

 Recuso a acreditar na ideia de que eu esteja compreendendo mal o mundo, por isso decepciono-me. 

domingo, 8 de janeiro de 2017

Envelhecer é uma arte

Não quero mais cronometrar o tempo, não quero mais ganhar calendários, quero viver ao sabor do momento.
Depois de uma certa idade, passamos a olhar vida com mais qualidade e menos quantidade, e vamos nos tornando raros, pois a maioria vive sob a pressão midiática e frenética.
Enquanto tiro pé, vou guardando as palavras de amor, de amizade, de carinho como segredos, como jóias raras. Os momentos possuem um encanto filtrado pela experiência, e descobrimos que a felicidade e o requinte estão nas coisas simples da vida.
Envelhecer é como uma arte, onde somos, ao mesmo tempo, artista e apreciador. Precisamos trabalhar a beleza desse período, assim como nos deliciarmos com a apreciação da obra da vida. Envelheça, amadureça, seja uma obra de arte única para você!

sábado, 7 de janeiro de 2017

Terapia no boteco

Um bar, um freezer, aquele aparelho do som da Gradiente, um balcão velho e aquela mesa já desbotada daquela marca de cerveja que adoramos. Num canto, numa dessas raridades de mesa, cervejas, no plural, e amigos, coloco-me a prosear sobre as frivolidades do cotidiano. Descubro, nesse instante, que há momentos que a futilidade, quando envolta numa dose substancial de álcool, faz bem a vida, é quase uma terapia!
O papo rola solto, o que por si só já daria o nome de um bom bar: rola papo. É um momento íntimo e ao mesmo tempo coletivo, consigo viajar nas profundezas da minha individualidade, mas sem deixar de dar uma mergulhada nas  peculiaridades do coletivo, principalmente, nos seus aspectos meramente profanos e sem sentido.
Aquela mesa com a cerveja tem poderes estranhos, consegue tirar muitas coisas das nossas caixolas...A criatividade floresce numa proporção mágica.
O álcool se torna, momentaneamente, um embelezador de pessoas, locais e momentos...
Trocamos de assunto na mesma proporção que devoramos a cerveja, e tudo guarda sua dose de coerência alcoólica.
Na mesa do bar, os problemas ficam leve! Agora, só não deixe o celular na mesa!