Começo de noite, a chuva caía gostosamente como tinha que ser, e no canto do bar, alguém o indagava do que achava sobre os dias chuvosos, e sua resposta foi: ela atrapalha as festas de final de ano!
No desenrolar das palavras, revelava a superficialidade e não compreendia a importância do fenômeno, parecia não conhecer a crise que visitava algumas regiões. Assim, pensativo, o ser questionador buscava formas de entender a pessoa, seu mundo e o contexto, e, de forma decepcionada, percebia e constatava o quanto o mundo estava material.
Era chegada a hora de mais um drink e de muda de lugar, necessitava saborear mais uma dose, fumar um cigarro e refletir sobre essa triste realidade.
Olhava para o pequeno horizonte, observava como os sujeitos deixaram de ser sujeitos, sendo apenas partículas sem significado. E ele, sujeito, que se sentia complemento, desejava mais complementos, e entre um gole e outro, descobria a dificuldade disso.
Sentado onde estava, acendeu mais um cigarro e alterou sua degustação alcoólica pedindo uma Água Ardente. Chegará a conclusão, ou ao menos as considerações finais, que o mundo precisava de mais sujeitos que pudessem ser também complementos de uma história real, de um mundo natural e espiritual, que soubessem vivenciar, deliciosamente, as riquezas dos detalhes em ser sujeito e complemento, abrindo-se para as nuances dessa implicada relação, no entanto, bela.
domingo, 3 de janeiro de 2016
A falta de cidadãos complementos e sujeitos
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Formas de se expressar a risada na internet pelo mundo
sábado, 28 de novembro de 2015
Momentos de crise!
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
É preciso coragem para se reinventar!
Sentado num canto qualquer cidade, cigarras cantam por todo lado, e a noite desce nesta pequena porção de terra habitada, que por vezes tende a ter características urbanas.
Acendo um cigarro e abro uma lata de cerveja, colocando num estado de contemplação, permitido por tais elementos em conjunto com a sinfonia da natureza e seu espetáculo cênico.
Ė um momento de conexão, de introspecção, de sentir...Quantas vezes paramos para nos sentirmos, para nos analisarmos, para nos repensar e talvez reinventar nossa própria ignorância? Sair da zona de conforto, é para os fortes, e eu sinceramente reflito a até que ponto estou disposto a isso, embora seja necessário...
domingo, 4 de outubro de 2015
Perder-se: um ajuste da alma
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
Relacionar-se: minimizar e neutralizar
No meio de uma palestra, eis que surge dois termos que me fazem parar e refletir, sendo eles: neutralizar e minimizar.
Começo a divagar nos recessos empoeirados da minha mente como essas ações, por um ponto de vista fantasioso, permeiam nossas relações pessoais cotidianamente.
Quantas vezes preciso neutralizar o meu discurso ou agir de forma a neutralizar o do outro. Chego a concluir que o ato ilustrado no singelo parágrafo que se apresenta, faz-se necessário em nossas relações.
No entanto, neutralizar e minimizar são elos de uma mesma corrente, a qual tem por intuito maior a preservação da relação sadia e também da permissão para o prosseguimento do discurso.
Assim fico a pensar como é estranha a associação ora apresentada, causando um desconforto que chega a me dar dor de cabeça, afinal a corrente evoca certa ideia que vai contra a construção das significações a partir das relações.
O fato é que os dois vocábulos são tão essenciais numa pretensão de relação sadia, de laços fraternais, enfim de uma perspectiva de Paz.