quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Vale a pena conhecer Félix de Athayde


Bom galerinha, hoje vim aqui falar de um poeta social, rsrsrsrs Félix de Athayde. Esse poeta produz uma poesia engajada e está inserido na poesia social das décadas de 50 e 70. Ele faz uso de uma linguagem simples e voltada para a realidade social.


AH! MÉRICA

América do Norte:

América rapina.

América da morte:

América Latina.

América do Norte:

América que come.

América de carga:

América que paga.

América do povo:

América do polvo.

América do Norte:

América do tudo.

América sugada.

América do nada.

América do Norte:

América padrão.

América do pobre:

América sem pão.

América do Norte:

América patrão.

América Latina:

Começa a dizer Não.


O poema acima expressa a divisão social e num plano mais subjetivo a divisão política das Américas. Pois bem, o poema termina com uma leve reação da América Latina, entendendo-se aqui o período de contestação da arte e do povo brasileiro, que infelizmente hoje não o encontramos mais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Análise da música "ainda bem"(Vanessa da Mata)



Ainda bem /Que você vive comigo / Porque se não / Como seria esta vida? / Sei lá, sei lá


Já nos primeiros versos, encontramos a condição de entrega, vassalação e submissão ao ser amado. O eu lírico faz uso da nossa velha e boa expressão "ainda bem" para desmontrar uma situação de alívio e conforto. Repare que o ser amado é o porto seguro do eu lírico, afinal, diante da pergunta como seria esta vida, não se encontra a resposta.



Nos dias frios em que nós estamos juntos / Nos abraçamos sob o nosso conforto de amar, de amar


Bom... Nessa estrofe é relembrado o momento crucial do relacionamento, definido por uma construção semântica inesperada, pelo menos por mim..rsrsrsrsr o conforto de amar....


Se há dores tudo fica mais fácil / Seu rosto silencia e faz parar


Aqui encontramos o consenso geral, em que quando estamos junto com alguém tudo fica mais fácil, a vida se torna mais doce e os problemas é vencido pela união.



As flores que me manda são fato / Do nosso cuidado e entrega


Nesses dois vesos, o eu lírico confirma tua posição de submissão e entrega ao ser amado e, ainda, mostra qual é prêmio por isso, ou seja, quando o amor é verdadeiro temos a famosa reciprocidade....


Meus beijos sem os seus não dariam / Os dias chegariam sem paixão
Meu corpo sem o seu uma parte / Seria o acaso e não sorte


Nesses versos, continuamos tem a confirmação da submissão e entrega. Note que encontramos o mito da alma gêmea rsrsrsrsrsr, " meu corpo sem o seu uma parte": a plenitude do ser está presente na união dos dois corpos...aí meu Deus!!!!!!!!!!!! rsrsrsrs



Neste mundo de tantos / entre tantos outros / Que sorte a nossa hein? / Entre tantas paixões / Esse encontro / Nós dois, esse amor.


Nos versos finais, temos um raciocínio perfeito e romântico no sentido moderno, rsarsrsrsrs é nos apresentada a conclusão, pois existem vários mundos dentro de um só...Que mundos seriam esses? O mundo dos descasados, dos solteiros, dos românticos, dos ricos , dos pobres, entre tantos outros...Agora, eu preciso concordar com o eu lírico, pois é uma sorte imensa esse encontro, pois tá difícil encontrar um amor desse tipo....

sábado, 19 de janeiro de 2008

Para entender uma metáfora....


Você sempre se pergunta o que é uma metáfora? Então, vamos acabar com essa dúvida e ficar um pouco mais culto. rsrsrsrsrsr A metáfora é a figura de linguagem mais utilizada na Literatura e até mesmo no nosso cotidiano. Ela consiste numa associação direta entre nossa idéia e algum elemento do universo. Vamos aos exemplos:


" Roberto é um furacão em medicina."

Repare que na frase acima, usamos a palavra furacão para ressaltar uma qualidade de Roberto. Então, a metáfora consiste nestas comparações..... Numa linguagem mais direta, eu poderia dizer que Roberto é muito competente em medicina. Na metáfora usamos o sentido figurado da palavra.... E aí, aliviou,? nãoooooooooo!!!!!!!! Vamos a mais um exemplo:


" Camila é um vulcão de emoções"...


Pense comigo, rsrsrsrs calima pode ser um vulcão? Acho q não, né!!!! Isso é uma metáfora....


Ah! Cansei-me....fuiiiiiiiiiiiiiiiii, afinal , hoje tem baile...kkkkkkkkkkkk

Pret-à-porter 9: Antunes Filho retorna.....

Parabéns Antunes Filho...Meu caro internauta, vc deve estar perguntando o porquê do parabéns, saiba que o projeto Pre-à-porter está comemorando 10 anos....O projeto foi iniciado em 1998, com uma nova proposta teatral, que eu definiria como o método Antunes de encenação...Quem não assistiu nenhum dos anteriores, corra e assista o de número nove, pois vale a pena. Nesses espetáculos, o dramaturgo propõe novas criações narrativas cênicas que partem de experiências do C.P.T. , em que os atores por meio de dinâmicas, exercícios, pesquisas e vivências criam os espetáculo, lógico q sob a tutela do meu querido Antunes...Bom galera, eu vou correr, porque quero pegar a estréia no teatro Sesc Consolação...bye bye!

Vale a pena conhecer Nélida Piñon

" Somos filhos de utopias fracassadas, mas também construtores de novas utopias" ( Nélida Piñon )
Nossa, hoje tá difícil rsrsrsrsrsrsr Salve a voz feminina, oxalá, meu pai!!!! O título do post já confirma o texto que aqui se desenvolverá...rsrsrsr Pois bem, vale a pena conhecer Nélida Piñon, essa carioca que faz uma literatura densa, culta e que acredita no valor da narração. Para mim, Nélida apresenta uma linguagem das mais apuradas expressivamente na Literatura contemporânea brasileira...Se vc quiser conhecer Nélida, darei uma dica kkkkkkk leia o conto "I love my husband", depois você me diz, rsrsrsrsrs é isso aí...fui........

HETERÔNIMO FEMININO DE FERNANDO PESSOA


UIUIUIUIUIUIUI.....Olá galera, tô aqui para falar de Fernando Pessoa, se vc sempre pensou que o poeta só usou heterônimos masculinos, está redondamente enganado. O poeta criou um heterônimo feminino chamado Maria José...Confira abaixo um dos seus textos....



Maria José, Metáfora de Uma Alma à Janela*ouA CARTA DA CORCUNDA PARA O SERRALHEIROMaria José"Senhor António:
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O senhor nunca há de ver esta carta, nem eu a hei de ver segunda vez porque estou tuberculosa, mas eu quero escrever-lhe ainda que o senhor o não saiba, porque se não escrevo abafo.O senhor não sabe quem eu sou, isto é, sabe mas não sabe a valer. Tem-me visto à janela quando o senhor passa para a oficina e eu olho para si, porque o espero a chegar, e sei a hora que o senhor chega. Deve sempre ter pensado sem importância na corcunda do primeiro andar da casa amarela, mas eu não penso senão em si. Sei que o senhor tem uma amante, que é aquela rapariga loura alta e bonita; eu tenho inveja dela mas não tenho ciúmes de si porque não tenho direito a ter nada, nem mesmo ciúmes. Eu gosto de si porque gosto de si, e tenho pena de não ser outra mulher, com outro corpo e outro feitio, e poder ir à rua e falar consigo ainda que o senhor me não desse razão de nada, mas eu estimava conhecê-lo de falar.O senhor é tudo quanto me tem valido na minha doença e eu estou-lhe agradecida sem que o senhor o saiba. Eu nunca poderia ter ninguém que gostasse de mim como se gostasse das pessoas que têm o corpo de que se pode gostar, mas eu tenho o direito de gostar sem que gostem de mim, e também tenho o direito de chorar, que não se negue a ninguém.Eu gostava de morrer depois de lhe falar a primeira vez mas nunca terei coragem nem maneiras de lhe falar. Gostava que o senhor soubesse que eu gostava muito de si, mas tenho medo que se o senhor soubesse não se importasse nada, e eu tenho pena já de saber que isso é absolutamente certo antes de saber qualquer coisa, que eu mesmo não vou procurar saber.Eu sou corcunda desde a nascença e sempre riram de mim. Dizem que todas as corcundas são más, mas eu nunca quis mal a ninguém. Além disso sou doente, e nunca tive alma, por causa da doença, para ter grandes raivas. Tenho dezanove anos e nunca sei para que é que cheguei a ter tanta idade, e doente, e sem ninguém que tivesse pena de mim a não ser por eu ser corcunda, que é o menos, porque é a alma que me dói, e não o corpo, pois a corcunda não faz dor.
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Eu até gostava de saber como é a sua vida com a sua amiga, porque como é uma vida que eu nunca posso ter — e agora menos que nem vida tenho — gostava de saber tudo. Desculpe escrever-lhe tanto sem o conhecer, mas o senhor não vai ler isso, e mesmo que lesse nem sabia que era consigo e não ligava importância em qualquer caso, mas gostaria que pensasse que é triste ser marreca e viver sempre só à janela, e ter mãe e irmãs que gostam da gente mas sem ninguém que goste de nós, porque tudo isso é natural e é a família, e o que faltava é que nem isso houvesse para uma boneca com os ossos às avessas como eu sou, como eu já ouvi dizer. Houve um dia que o senhor vinha para a oficina e um gato se pegou à pancada com um cão aqui defronte da janela, e todos estivemos a ver, e o senhor parou, ao pé do Manuel das Barbas, na esquina do barbeiro, e depois olhou para mim, para a janela, e viu-me a rir e riu também para mim, e essa foi a única vez que o senhor esteve a sós comigo, por assim dizer, que isso nunca poderia eu esperar.Tantas vezes, o senhor não imagina, andei à espera que houvesse outra coisa qualquer na rua quando o senhor passasse e eu pudesse outra vez ver o senhor a ver e talvez olhasse para mim e eu pudesse olhar para si e ver os seus olhos a direito para os meus.
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Mas eu não consigo nada do que quero, nasci já assim, e até tenho que estar em cima de um estrado para poder estar à altura da janela. Passo todo o dia a ver ilustrações e revistas de modas que emprestam à minha mãe, e estou sempre a pensar noutra coisa, tanto que quando me perguntam como era aquela saia ou quem é que estava no retrato onde está a Rainha de Inglaterra, eu às vezes me envergonho de não saber, porque estive a ver coisas que não podem ser e que eu não posso deixar que me entrem na cabeça e me dêem alegria para eu depois ainda por cima ter vontade de chorar.
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Depois todos me desculpam, e acham que sou tonta, mas não me julgam parva, porque ninguém julga isso, e eu chego a não ter pena da desculpa, porque assim não tenho que explicar porque é que estive distraída.Ainda me lembro daquele dia que o senhor passou aqui ao Domingo com o fato azul claro. Não era azul claro, mas era uma sarja muito clara para o azul escuro que costuma ser. O senhor ia que parecia o próprio dia que estava lindo e eu nunca tive tanta inveja de toda a gente como nesse dia. Mas não tive inveja da sua amiga, a não ser que o senhor não fosse ter com ela mas com outra qualquer, porque eu não pensei senão em si, e foi por isso que invejei toda a gente, o que não percebo mas o certo é que é verdade. Não é por ser corcunda que estou aqui sempre à janela, mas é que ainda por cima tenho uma espécie de reumatismo nas pernas e não me posso mexer, e assim estou como se fosse paralítica, o que é uma maçada para todos cá em casa e eu sinto ter que ser toda a gente a aturar-me e a ter que me aceitar que o senhor não imagina. Eu às vezes dá-me um desespero como se me pudesse atirar da janela abaixo, mas eu que figura teria a cair da janela? Até quem me visse cair ria e a janela é tão baixa que eu nem morreria, mas era ainda mais maçada para os outros, e estou a ver-me na rua como uma macaca, com as pernas à vela e a corcunda a sair pela blusa e toda a gente a querer ter pena mas a ter nojo ao mesmo tempo ou a rir se calhasse, porque a gente é como é e não como tinha vontade de ser.(...)- e enfim porque lhe estou eu a escrever se lhe não vou mandar esta carta?
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O senhor que anda de um lado para o outro não sabe qual é o peso de a gente não ser ninguém. Eu estou à janela todo o dia e vejo toda a gente passar de um lado para o outro e ter um modo de vida e gozar e falar a esta e àquela, e parece que sou um vaso com uma planta murcha que ficou aqui à janela por tirar de lá.O senhor não pode imaginar, porque é bonito e tem saúde o que é a gente ter nascido e não ser gente, e ver nos jornais o que as pessoas fazem, e uns são ministros e andam de um lado para o outro a visitar todas as terras, e outros estão na vida da sociedade e casam e têm batizados e estão doentes e fazem-lhe operações os mesmos médicos, e outros partem para as suas casas aqui e ali, e outros roubam e outros queixam-se, e uns fazem grandes crimes e há artigos assinados por outros e retratos e anúncios com os nomes dos homens que vão comprar as modas ao estrangeiro, e tudo isto o senhor não imagina o que é para quem é um trapo como eu que ficou no parapeito da janela de limpar o sinal redondo dos vasos quando a pintura é fresca por causa da água. Se o senhor soubesse isto tudo era capaz de vez em quando me dizer adeus da rua, e eu gostava de se lhe poder pedir isso, porque o senhor não imagina, eu talvez não vivesse mais, que pouco é o que tenho de viver, mas eu ia mais feliz lá para onde se vai se soubesse que o senhor me dava os bons dias por acaso. A Margarida costureira diz que lhe falou uma vez, que lhe falou torto porque o senhor se meteu com ela na rua aqui ao lado, e essa vez é que eu senti inveja a valer, eu confesso porque não lhe quero mentir, senti inveja porque meter-se alguém conosco é a gente ser mulher, e eu não mulher nem homem, porque ninguém acha que eu sou nada a não ser uma espécie de gente que está para aqui a encher o vão da janela e a aborrecer tudo que me vêm, valha me Deus.O António (é o mesmo nome que o seu, mas que diferença!) o António da oficina de automóveis disse uma vez a meu pai que toda a gente deve produzir qualquer coisa, que sem isso não há direito a viver, que quem não trabalha não come e não há direito a haver quem não trabalhe. E eu pensei que faço eu no mundo, que não faço nada senão estar à janela com toda a gente a mexer-se de um lado para o outro, sem ser paralítica, e tendo maneira de encontrar as pessoas de quem gosta, e depois poderia produzir à vontade o que fosse preciso porque tinha gosto para isso.
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Adeus senhor António, eu não tenho senão dias de vida e escrevo esta carta só para a guardar no peito como se fosse uma carta que o senhor me escrevesse em vez de eu a escrever a si. Eu desejo que o senhor tenha todas as felicidades que possa desejar e que nunca saiba de mim para não rir porque eu sei que não posso esperar mais. Eu amo o senhor com toda a minha alma e toda a minha vida.Aí tem e estou a chorar."

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Vestibulares: Unicamp tem vestibular mais fácil do que a fuvest


Aí pessoal, fica a dica rsrsrsrsrsr, faça unicamp da próxima vez. Professores dos maiores cursinhos do país afirmam que o vestibular da fuvest esse ano exigiu conhecimento mais complexos... Dica para quem vai para a próxima fase da fuvest: revise as particularidades....O complexo reside no mínino....bye bye