segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Haja coração!

Horas noturnas, impaciência e insônia me fazem companhia neste momento. Do nada, eis que vejo uma certa estréia na telinha, Haja Coração. Paro, penso, leio, olho, e prefiro acender um cigarro!
Tal expressão, escrita num Português que adora, se descortina ao meu mental numa contemporaneidade absoluta e dantesca, pois haja coração para tanta falta de humanidade, desrespeito, corrupção, violência, miséria, crise, enfim haja coração.
Haja coração, haja paciência, haja tolerância...Abaixo ao racionalismo, abaixo ao objetivismo, abaixo a incompreensão, abaixo ao ódio, abaixo a intolerância religiosa.
Cenas de uma novela da vida real, que tem em seu roteiro uma necessidade de muito coração!

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O PALCO DA VIDA


O palco da vida é construído por diversos elementos, cores, configurações e personagens. Às vezes parece tudo parado, mas na realidade tudo se move, tudo vibra, enfim tudo pode ser nada, mas mesmo assim  edifica o todo do espetáculo.

Aquilo que era, daqui a pouco pode não ser mais, tudo se transforma. A composição da cena depende do ângulo que a vemos, e cabe a nós decidir se ela será bela ou feia, afinal tais conceitos são sentidos de formas tão infinitas e particulares assim como a vida.

sábado, 26 de março de 2016

Momentos difíceis

Nuvens negras assombram nossos dias, tirando o colorido das coisas e pessoas. Num canto qualquer, entrego minha mente a reflexão em busca de um raio de luz.
Deito, levanto, bebo, fumo, como, nado, ando, falo, grito, e nada produz um efeito concluinte na alma inquieta.
Do nada, descubro que é necessário faltar luz para que possamos enxergar as belezas que não nos são óbvias. Então, respiro profundamente, sigo rumo ao caminho do meio, tendo no coração a certeza que tempos difíceis também trazem suas belezas, as quais florescerão num momento oportuno.

domingo, 3 de janeiro de 2016

A falta de cidadãos complementos e sujeitos

Começo de noite, a chuva caía gostosamente como tinha que ser, e no canto do bar, alguém o indagava do que achava sobre os dias chuvosos, e sua resposta foi: ela atrapalha as festas de final de ano!
No desenrolar das palavras, revelava a superficialidade e não compreendia a importância do fenômeno, parecia não conhecer a crise que visitava algumas regiões. Assim, pensativo, o ser questionador buscava formas de entender a pessoa, seu mundo e o contexto, e, de forma decepcionada, percebia e constatava o quanto o mundo estava material.
Era chegada a hora de mais um drink e de muda de lugar, necessitava saborear mais uma dose, fumar um cigarro e refletir sobre essa triste realidade.
Olhava para o pequeno horizonte, observava como os sujeitos deixaram de ser sujeitos, sendo apenas partículas sem significado. E ele, sujeito, que se sentia complemento, desejava mais complementos, e entre um gole e outro, descobria a dificuldade disso.
Sentado onde estava, acendeu mais um cigarro e alterou sua degustação alcoólica pedindo uma Água Ardente. Chegará a conclusão, ou ao menos as considerações finais, que o mundo precisava de mais sujeitos que pudessem ser também complementos de uma história real, de um mundo natural e espiritual, que soubessem vivenciar, deliciosamente, as riquezas dos detalhes em ser sujeito e complemento, abrindo-se para as nuances dessa implicada relação, no entanto, bela.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Formas de se expressar a risada na internet pelo mundo


Nesta noite chuvosa, batendo um levíssimo papo virtual, começo a pensar como a internet permite uma infinidade de expressões do estado de humor humano. Assim, fiquei curioso a procurar as diversas formar de mostrar risadas, gargalhadas e coisas afins.

Ao resultados encontrados foram:

Rsrsrsrsrs ( forma básica)

Kkkkkkkkk

Huehuehue

No entanto, existem alguns exóticos, dignos de se usar caixa alta no corpo textual:

·         Em Francês temos o hohoho ( será que vi o papai Noel?)

·         Em Espanhol o jajaja ( já chegou?)

·         Em Alemão vi a expressão hae hae (ui?)

·         Em Grego vi o xaxaxa ( lembou-me xuxuxu, xaxaxa, é o jeito novo de se dançar, kkkkk)

·         Em Russo encontrei o rara xaxa ( sem comentários)

·         Em Tailandês é bem simpático 5555 (entendeu?)

Pois é, a risada é particularidade cultural XAXAXAXAXAXAXA.

sábado, 28 de novembro de 2015

Momentos de crise!

              Em momentos de crise, vivemos dias incertos, insanos, incompreensíveis e, talvez, abstratos, porém tão concretos quanto à taça de vinho sobre a mesa.  Aliás, o vinho já não me parece tão real, algo estranho implica em meu saborear.
                É cedo, abro um desses sites de notícia que fornecem a realidade de minuto a minuto, em doses homeopáticas, entretanto tão cavalares na propulsão da reflexão da realidade. A vida carece de bons vinhos, de bons momentos.
                Realmente, vivemos um período de crise, e começo a sentir que a evolução da humanidade em variados aspectos, produziu a involução da própria espécie, reduziu-se a humanidade do ser. Será que talvez estivesse enganado, ludibriado por mundo que não é o meu, ficando saudosista de uma época em que coisas eram mais simples, mais vividas, mais reais, e fraternais?
                A vida se resumiu a curtir, compartilhar e comentar, o viver ficou fora dessa. Em tempos de crise, pessoas se afastam do experimentar, mas fácil viver de longe a vida, né meu camarada!
                Não quero, não gosto, não curto, não compartilho!

           Batuquemos em busca de uma atmosfera viva, colorida e aromatizada pelas mais belas fragrâncias do ser. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

É preciso coragem para se reinventar!

Sentado num canto qualquer cidade, cigarras cantam por todo lado, e a noite desce nesta pequena porção de terra habitada, que por vezes tende a ter características urbanas.
Acendo um cigarro e abro uma lata de cerveja, colocando num estado de contemplação, permitido por tais elementos em conjunto com a sinfonia da natureza e seu espetáculo cênico.
Ė um momento de conexão, de introspecção, de sentir...Quantas vezes paramos para nos sentirmos, para nos analisarmos, para nos repensar e talvez reinventar nossa própria ignorância? Sair da zona de conforto, é para os fortes, e eu sinceramente reflito a até que ponto estou disposto a isso, embora seja necessário...